O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, decidiu adiar para o dia
12 de novembro a votação do piso salarial dos agentes comunitários de
saúde (PL 7495/06).
Parte do acordo está no compromisso de que, se
houver veto, ele será derrubado. Hoje será votada a urgência da
proposta. “Não quero que os agentes sejam enganados com uma festa pela
vitória no painel e, depois, vir a frustração de saber que ganhamos, mas
não levamos. Se insistirmos na votação, há o risco do constrangimento
maior de não dar quórum”, disse Alves.
Segundo ele, se a proposta não for votada no dia 12, as votações serão
trancadas. O governo propôs o adiamento da votação e a aprovação, hoje,
apenas do regime de urgência.
Há perspectiva de veto do projeto se
houver aumento de gastos do governo federal. PDT, PMDB, Pros, PP e PT
concordaram com o adiamento da votação para buscar um acordo. Minoria,
PSB, DEM, PPS, PV, PSD e PSC foram contra o adiamento.
PMDB, PDT e PT concordam com votação de piso no dia 12; oposição protesta
Os líderes do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), e do PT, deputado José
Guimarães (CE), concordaram com o adiamento da votação do piso salarial
dos agentes comunitários de saúde (PL 7495/06) para o dia 12 de
novembro.
Os líderes do PTB, Jovair Arantes (GO); do DEM, Ronaldo Caiado
(GO); e do PPS, Rubens Bueno (PR); protestaram. Cunha ressaltou que a
votação já não ocorreria no dia de hoje pelo andamento da sessão.
Guimarães disse que o PT não vai obstruir a votação.
“É fundamental
votarmos o piso construído no consenso para evitar veto, construindo
amplo entendimento”, disse.
Fonte: BLOG JOÃO MOACIR VIA Portal Jardim do Seridó
