Os quatro jogos
sem o mando de cada time serão divididos da seguinte forma: os dois
primeiros serão realizados com portões fechados e os dois últimos com
venda de ingressos apenas para torcida adversária.
O Corinthians informou que cabe recurso no Tribunal Pleno do STJD e tentará amenizar a punição.
Além de não
poder realizar jogos em casa pelas próximas rodadas, o time carioca
ainda recebeu multa de R$ 50 mil. O Corinthians levou multa maior: R$ 80
mil, pois foi considerado o responsável por provocar o tumulto na
arquibancada.
A punição foi
baseada no artigo 213 (deixar de tomar providências para reprimir
violência) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O artigo citado
previa perda de mando de 1 a 10 jogos.
Durante a audiência no Tribunal, um vídeo com as cenas da briga foi mostrado aos representantes jurídicos dos clubes.
A Procuradoria
do STJD entendeu que o Vasco, mandante do jogo, não efetuou a segurança
necessária para abrigar a partida em Brasília. A advogada do clube
carioca, Luciana Lopes, discordou, dizendo que a responsabilidade pela
segurança é do poder público, CBF e Federação Brasiliense. Ela citou a
presença de corintianos que haviam sido presos no início do ano na
Bolívia.
Advogado do
Corinthians, João Zanforlin, também utilizou argumento do Vasco de que o
poder público é quem deveria prover pela integridade dos torcedores. O
clube teria culpa se tivesse bancado os torcedores agressores, frisou.
As defesas dos dois times foram contestadas pelos relatores do STJD.
Estádio 'Padrão Fifa'
O jogo entre
Vasco 1 x 1 Corinthians aconteceu em 25 de agosto. Ao contrário do que
acontece nos estádios do país, não havia divisão de torcidas no estádio
do Distrito Federal, conforme planejamento visando à Copa do Mundo.
Corintianos e vascaínos também se confrontaram na área interna da arena.
Entre os
envolvidos na briga estão três torcedores da Gaviões da Fiel: Leandro
Silva e Cleuton Barros e Raimundo Faustino. O trio ficou preso
recentemente em Oruro acusado de ligação na morte do boliviano Kevin
Espada, atingido no rosto por um sinalizador.
Após a briga
envolvendo torcedores da Gaviões, o Governo Federal comunicou que está
vetada a presença da torcida uniformizada alvinegra no estádio de
Brasília. A proibição se estende à torcida Independente, do São Paulo.
O Ministério
Público vai pedir, mais uma vez, a dissolução da Gaviões da Fiel em
decorrência da briga com vascaínos. O promotor responsável pelo caso diz
que a "extinção" da Gaviões não seria a medida ideal, pois alega que a
torcida presta serviços comunitários. O MP pretende tirar a Gaviões dos
estádios, mantendo suas funções sociais.
O contato entre
uniformizadas de Corinthians e Vasco era temerária. Em 2009 houve
confusão generalizada na Marginal Tietê, em 2009, em São Paulo, que
resultou na morte de um torcedor corintiano. Desde então, existe o clima
hostil.
FONTE: Márcio Melo